quarta-feira, 6 de março de 2013

Céu azul


Tomava meu café da manhã quando o jornal anunciou a morte de Alexandre Magno Abrão, o Chorão. Ao ouvir a notícia, soltei um grito leve e admito que fiquei chateada. Sempre sonhei em ir em um show do Charlie Brown Jr., e iria fazer o possível para ir neste ano; porém, hoje sei que isso não acontecerá mais.
Mas não estou aqui para falar disso, e sim, para expressar minha indignação com o ser humano. Pois, o que mais tenho visto nas redes sociais, de fãs ou não, são pessoas reclamando "Agora todo mundo é fã do Chorão." Porra, o cara foi um poeta, um ídolo.  Ao invés de vocês, que se nomeiam os "verdadeiros fãs", ficarem criticando e apontando que todos são "poser's", deveriam apenas expressar sua tristeza pela morte de um grande músico brasileiro. Mas não, insensíveis, vocês só querem ganhar "atenção" em cima de uma perda. 
Não interessa se a pessoa é fã há dez anos ou há um dia. Todos sabiam quem era o Chorão, e alguma vez na vida, usufruíram de sua poesia para encontrar um caminho. Fãs ou não, ninguém deve opinar sobre o luto dos outros. Vamos apenas demonstrar nosso respeito ao músico, e desejar que - finalmente - ele tenha chegado em seus dias de glória.

Seguindo em frente com fé e atenção
Continuo na missão continuo por você e por mim
Porque quando a casa cai
Não dá pra fraquejar, quem é guerreiro tá ligado
Que guerreiro é assim
(Senhor do Tempo - Charlie Brown Jr.)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013


Esbarramos por aí. Sorrimos. Perguntei se estava tudo bem, se ela o fazia feliz; respondeu que sim. Trocamos mais alguns olhares, e seguimos nossos próprios rumos. Foi simples assim. Ele não disse que estaria mais feliz comigo, da mesma maneira que eu não desejava ser a pessoa que o faria feliz. Esta é a vida real, nada é pra sempre. Bem, talvez aquele sentimento estranho que chamamos de amor, seja. Mas creio que eu não tenha sorte para encontrá-lo - ou tenha muita, por isso.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Ah, minha história não tem título, também!


Já estou há alguns minutos aqui, olhando para a tela do notebook. Sem pensar, sem sentir. É um vazio muito conhecido por mim. Aquele que eu tento manter distância. 
Escrevi, apaguei, reescrevi, deixei em branco. Estou há horas no mesmo circuito. Procurando respostas dentro de mim; Mas a verdade é, que não as quero. Tudo tem um limite, e sinto que já estourei o meu há muito tempo. 
Cansei de brincar com a minha vida, com os meus sentimentos. Cansei de me submeter à vícios, apenas para escalar o poço; e ao fim, tropeçar, me afogando novamente, apodrecendo no fundo. Cansei de punir a mim mesma. 
Eu só quero um pouco de paz. A paz que, outrora, evitei. A mesma paz que pensei que iria encontrar nos últimos dias, onde houveram apenas turbulências.
E agora, aqui, com meu corpo, alma e mente cansados, fecho os olhos e imagino que estou com os pés no mar... Sinto a brisa tocar meu rosto e a liberdade tomar conta do meu coração.
...
Adormeci por algumas horas, sonhei com magia e aventura. A fantasia é meu paraíso. O drama faz parte de mim. Pesadelos são sonhos. Me divirto com os altos e baixos; minha mente faz com que eu visite lugares inimagináveis. 
...
Acreditem, acordei bem. Parte de mim se reergueu. Entreguei-me aos meus medos mais profundos, e agora estou livre. Livre como sempre sonhei, e em paz. 
...
Leio muitos livros de fantasia, assisto muitos filmes também. E muitas vezes desejo que minha vida seja igual a dos personagens. O que eu nunca havia percebido, é que ela é. Bem, não exatamente. Mas nas possibilidades da realidade, tenho tudo à minha frente. Reclamo do sofrimento, mas desejei por ele. Só falta mesmo o herói, que acabará com meus problemas. E confesso: Sei onde ele está.
Nunca gostei de ser uma cópia. Acho que todos temos personalidade, e não devemos ter medo de mostrá-la e aperfeiçoá-la. Teremos influências, mas a história deve ser nossa. E a minha é assim: Para encontrar o herói, basta ir à frente de um espelho, sorrir e libertar a alma. 

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Afogada.


Pior do que não ter história; é ter e descobrir que ela fora uma grande mentira. É o mesmo que concluir que seu poema favorito foi inspirado em um sanduíche... Inevitável não se sentir um lixo, não se sentir idiota. 
Eu poderia citar inúmeros motivos para explicar a razão de tanta mentira, mas no fim das contas, chegaria sempre ao mesmo ponto: Egoísmo. Seja mentir para não magoar o próximo, ou para "salvar" alguém, nossos interesses sempre estão envolvidos. 
A verdade só tem uma face, é perigosa e valiosa; deve ser por isso que a escondemos por trás de mentiras. É mais fácil viver uma ilusão, do que encarar a realidade e crescer como humano. O engraçado é que muitos tentam mentir para si, e o irônico, é que conseguem. Por um momento, vivem o melhor dos dois mundos, mas no fim, terminam enforcados nas próprias palavras. 
Digo e repito: Melhor se molhar com a verdade, do que se afogar em um mar de mentiras. Toda a grande catástrofe floresce de um pequeno erro. E todo o pequeno erro nasce de uma mente insana, que finge viver uma linha perpendicular nas curvas do próprio ego.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013


Gosto da sensação de paz e liberdade. Do silêncio do amanhecer, do barulho do mar, do conforto de uma rede, do brilho de um luar. Não abro mão: do gostinho do chocolate, de um banho de chuva, de um abraço apertado. Preciso de um refúgio, um sinal de esperança e um sorriso de criança. Não me separo do papel&caneta, de uma boa música e de uma câmera. - Gosto de capturar os momentos; lembrar a mim mesma do importante, se um dia esquecer. - Acho que sei unir a simplicidade ao mundo moderno. Não gostaria de ter nascido no passado, ou, quem sabe, na próxima geração. Estou no tempo certo, onde deveria estar. Sou quem sou, mas não sei o que posso me tornar. Já lutei pela perfeição, hoje luto pelos pequenos detalhes. Os erros mínimos, que fazem cada um especial. A escolha entre o agito ou a tranquilidade; entre a natureza ou a área urbana; e a mais complicada de todas, a escolha entre ser ou fingir. 

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

She Will Be Loved

Eu poderia escrever um livro sobre a nossa história. Contar do primeiro beijo, do primeiro adeus, do primeiro coração partido. 
Um sorriso brotaria em meu rosto ao descrever a primeira vez que te vi. Como te achei estranho, e claro, por este motivo que chamaste minha atenção. Engraçado mesmo, foi quando descobri teu "nome", e como ficava nervosa cada vez que o ouvia. Queria te conhecer, descobrir o que havia por trás do teu olhar, do muro que te protegia. 
Lembro do dia em que conversava com um amigo, sentada na areia, e disse: "Esse homem ainda será meu". Eu mal te conhecia, sim, e tu nem imaginavas minhas intenções; mas algo dentro de mim, sentia que era hora de arriscar. Estive esperando tanto tempo por alguém igual a ti, que quando encontrei, não queria deixar escapar. 
Dou risada ao lembrar, que após o primeiro beijo, dei pulos de alegria, como uma criança feliz. Ou, quando eu me esforçava para fingir desinteresse, apenas para ver o quanto tu te importavas. Eram manias bobas, infantis, e até mesmo vergonhosas, mas é isso que um coração apaixonado faz quando está assustado. 
Dói pensar na parte da história em que começam os problemas, os meus, os teus, os nossos. O capítulo triste, onde nasceram os mal entendidos, o julgamento, o medo. Quando eu quis fugir. E tu não foste atrás. 
Talvez, a coisa mais linda que já li em toda a minha vida, foi "Tu pode fugir, mas eu estarei aqui te esperando, quando tu quiser voltar." O que não entendo é, onde eu errei? Pois ao retornar, não havia nada além de ilusões, mentiras e corações partidos. Era tarde, as rotas confusas de meu coração causaram um acidente, resultando no grande atraso. 
Sofri ao cair na realidade, ao sair do conto de fadas, do filme americano. Acho que no fundo, eu imaginava isso mesmo, uma vida utópica. Aquela em que eu encontraria alguém que abrisse mão de tudo por mim, que estivesse à minha espera. E a única coisa que consegui trazer para a vida real, foi a história da típica garota apaixonada, não correspondida, que sofre amargamente. Não haviam príncipes, nem sapos. Não haviam lágrimas. Não havia mais nada. 
...
Era um dia tão comum, tão inesperado, quando vieram me acordar. Quando a Luiza que sempre conheci, veio me dizer que estava na hora de levantar, de seguir. Quando ela, surpreendentemente, falou que me amava mais, que eu merecia ser feliz novamente; mas, que nada iria acontecer se eu não saísse da cama. 
...
Já quis te dar um tiro, e depois me jogar na frente. Desejei profundamente ser tua musa, aquela que tu dedicaria a música da tua vida. Não conseguia me ver com ninguém além de ti, achei que tu eras único. E foste. Porém, percebi que todos os seres humanos são.
As pessoas costumam dizer: "O fulano foi apenas um capítulo da minha vida". Sou obrigada a discordar, ao pensar em nós, em mim. Nós fomos um livro, o qual escrevemos juntos. E todo o livro tem um fim. Um capítulo final, onde são encontradas as respostas.
E é por este motivo que resolvi vir aqui hoje, e falar de nós dois. Pois, finalmente, decidi escrever o último capítulo. O último parágrafo. Aquele em que geralmente há uma frase impactante, que define uma vida. E esta é a minha: Always belonged to someone else.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013


É necessário fechar os olhos.
Calar a boca.
E até mesmo, não ouvir.

É necessário abrir o coração.
Sentir.
Obedecer a intuição. 

Andar sem rumo, sem direção.
Guiada por instintos, 
perseguida por sentimentos.

Sou como o vento, sou livre.
Também, solitária,
mas como ele, sempre por perto. 

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

7 de abril de 1996; 23 horas e 55 minutos.

O sangue era incontrolável. Vindo de meu peito, escorria por todo meu corpo. Minha visão já estava fraca, e a consciência adormecia aos poucos. Minha única certeza era que eu precisava chegar ao hospital, antes que fosse tarde. 
Aproximava-se da meia-noite, o dia iria terminar, e o prazo também. Este corpo humano, tão frágil, atrapalhava minha missão. Não entendo, após 37 anos eu já deveria estar acostumado. 
Passei pelos seguranças despercebido, mesmo fraco, meus poderes ainda funcionavam. Olhei em volta, a procura da sala de parto. 23:58, não era possível. Como eu pude permitir que uma Praga me enganasse? Eu falhei. Não fui forte o suficiente, deixei que os instintos, desejos e tentações humanas tomassem o controle. 
Desesperado, busquei ajuda, mas só encontrei um silêncio profundo. Eu Os perdi também. 
Minha esperança despertou, quando a voz de um bebê escutei. Não haveria como confundir aquela melodia... Eles pareciam anjos - quando nasciam. O que tornava a missão muito mais difícil. 
Eram 23:59. No ímpeto, esqueci a dor e o sangue, e corri depressa, como nunca havia corrido em toda a minha vida - humana -. Eles não poderiam mais me ver, mas eu os via. Percebi que não fui o único a tentar, mas esse era o meu destino. 
E então, um erro cometi. Encontrei meus olhos aos olhos daquela criança, onde vi pureza e inocência. Onde senti algo, que meu corpo humano não reconhecia. Me avisaram que seria assim, que eu deveria só ter feito, sem exitar. Mas ali estava meu passaporte para o fim... Eu perdi. Fui vencido por um olhar. E a única coisa que consegui fazer, foi adormecer todos naquela sala, e levá-la comigo.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Feels like home.


Há algo em seus olhos que faz com que eu queira quebrar o muro que me protege. Há algo em sua voz que soa como melodia para meu coração. Há algo em seu corpo, que faz com que eu queira estar próxima; sentindo seu aroma eternamente. 
Se você soubesse como minha vida tem sido solitária; O quão perdida estive, procurando respostas, desesperada por uma saída. Se você soubesse o quanto eu queria que alguém viesse, e mudasse minha vida do jeito que você fez... - Após anos lutando contra o paradigma de que o príncipe deve salvar a princesa, rendo-me ao clichê. 
Agora é possível ver que há uma luz em meio à escuridão, crescendo a cada toque. Aos poucos, as correntes do passado quebram, e consigo recuperar meus sonhos e esperanças. Neste momento, o qual tanto esperei, não há limites entre a realidade e a fantasia. 
Seus braços contornam meu corpo afastando todo o mal. Com você estou salva. Sei que sim. Ou, espero que sim. Na realidade, a única coisa da qual tenho certeza, é que há algo em você que faz com que eu me sinta em casa.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Surpreendente.

Pensei que seria triste e doloroso, mas não. Foi engraçado, assustador e irônico. Não da maneira que desejei: olhando em teus olhos, com lágrimas escorrendo em meu rosto, aprendendo a dizer adeus. Ao contrário, eu estava longe, acompanhada e sorrindo. Após aceitar o fim, ri como uma criança, pulei, e senti uma felicidade que há muito tempo era desconhecida. 
Descobri que o problema não era nós, e sim, eu. A teimosa que não desiste, e que camufla seus problemas e verdades. 
Pode ser cedo para afirmar algo; e penso que era mais fácil quando tu existia, pois não havia perigo de outro alguém quebrar meu coração, também. Mas, se é preciso correr riscos, minha vontade só aumenta. 
A verdade é que todas as pessoas mudam com o tempo, mas há coisas em mim que nunca irão se perder. No fundo do meu coração há a paixão por desafios, por liberdade e aventura. E sim, estou pronta para a próxima rodada: Seja muito bem vinda.