sábado, 28 de setembro de 2013

A forte tempestade.

A vida é um labirinto. Os caminhos são divergentes, e as curvas infinitas. Você deve estar preparado, sempre, para as dificuldades e surpresas que a busca pela saída trará. 
Ninguém está ileso da dor. Acontece como uma grande tempestade, chega discreta como a chuva fina, esperando o momento para "cair" o mundo. É forte, persistente e demorada; e, às vezes, faz com que as pessoas esqueçam a fé interior, a força de vontade e a esperança de um dia de sol. 
Não a deixe vencer; lute, com todas as suas forças, até as que acredita não ter. Afinal, tudo isso é um teste, um teste que o grande labirinto prega em você, um teste que lhe levará aos extremos. Nunca entendi o real motivo disso, e se há algum. Infelizmente, os danos são inevitáveis, mas sei que devemos colocar a capa, pegar o guarda-chuva, e enfrentá-la.
Um dia a tempestade passa. Suas cicatrizes permanecem, mas suas maravilhas também. Um simples jogo de cores, que é capaz de curar e trazer esperança; uma mágica dos céus, que faz com que ninguém esqueça da beleza das simplicidades; um arco-íris interno, que eterniza quem amamos em nossos corações.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Conheçam a minha insanidade.

Já assisti a este filme inúmeras vezes. A sensação é sempre a mesma: dolorosa, atordoante. O medo e o desespero, fazem com que eu queira interromper tudo, mas tenho de ser forte; talvez não por mim, mas por todos aqueles que me dedicam a palavra "amor". 
São em momentos como o de agora que a palavra "amor" é muito questionada em minhas relações. O pânico do próximo e a dúvida de quem são os verdadeiros, assombram meus dias. Na realidade, inúmeras coisas aterrorizam minha mente, que já vive além dos limites de insanidade para alguém da minha idade - para qualquer ser humano. 
Julgar é fácil. Quem está fora, não entende o conflito que acontece dentro de mim. Corpo, alma e cérebro, perdidos, sem rumo, sem esperança. A vontade não é o bastante, talvez eu não a tenha suficientemente para escalar a árdua montanha. 
Também não sei a razão de estar aqui, neste momento, jogando palavras vazias, na consciência de que não resolverá nada. Mas há muitas pessoas pedindo por posts, "notícias de vida"; e é por elas que escrevo isso. E, acho que, por mim. Espero que vocês entendam minha ausência, e talvez, até mesmo, meus motivos. 
Hoje, imploro pela compreensão, e sei que é jogar sujo, mas sempre escrevo tentando ajudá-los, e no momento sou eu que preciso de ajuda. Necessito de um tempo ausente, para refletir. E, honestamente, não quero incomodá-los com meus dramas, não é justo com ninguém. Estas crises fazem parte de quem eu sou, e digamos que me acostumei a conviver com elas. Nunca as exterminei por completo, apenas dou um jeito de adormecê-las com a ajuda da medicina e da força de vontade. 
Desculpem por tal desabafo, mas acho que era necessário. Muitas pessoas costumam olhar para mim e imaginar uma "boneca de porcelana, anti-social, que vive em seu mundinho perfeito"; Quem dera que a imaginação dos fofoqueiros fosse a minha realidade. 
Ao mesmo tempo, sei que tudo o que vivo é parte do grande desafio que minha personalidade enfrenta. Não abriria mão de minha bondade, compreensão e sensibilidade para ter uma vida mais fácil. Se, como dizem os espíritas, escolhemos nossa vida antes de nascer, deve ter uma razão para tal insanidade. E se enfrento tudo para ser suficiente e ajudar o próximo, estou pronta para lutar com todas as minhas forças. 

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Seguindo o roteiro

Pouco a pouco, tudo volta ao seu devido lugar. As rotas tomam seu destino, os ventos sopram na direção correta, a multidão se organiza e os sons tocam com harmonia. 
Após tantos extremos, mudanças e sustos, é justo que as coisas voltem a ser como eram antes. Talvez, já fosse algo esperado, inevitável; e era. Afinal, o que é pra ser, será. É como se a vida viesse escrita, e nós apenas seguimos o roteiro. O desconhecido assustou, machucou, mas ensinou. Por um tempo, foi bom ter novas experiências, mas nada se compara a sensação de voltar pra casa. 
Honestamente, não sei se isso é bom ou ruim. Quero dizer, mudanças fazem parte da vida, é necessário seguir em frente, crescer em espirito. Voltar ao começo, então, não significa uma regressão? Talvez. Mas, onde há mudança, sempre haverá mudanças.

...

Um raio não cairá duas vezes no mesmo lugar, e não temos a chance de voltar atrás após uma escolha. Porém, existe algo chamado "lembrança" - saudade. Há a esperança, e chance, de sentir tudo mais uma vez. E há também, a vontade de desapegar do passado, das dores e dos erros; a vontade de seguir em frente, recomeçar. 
Se esquecer é bom? Não sei. A verdade é que pouco sei desta vida. Pouco sabemos! Penso que não deveria haver uma ordem para as coisas, uma lei à direção a qual seguir. Mas se há, lamento informar, não costumo seguir os padrões.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Obra da relação.

Desde pequena tenho grande interesse no amor. Gosto de observar tudo e todos, admirando os casais apaixonados. Filmes, músicas e livros, inspiram-me à crença  no sentimento. 
Admito que, por mais distante de alguns casais, não escondo a tristeza ao ver desavenças. Sei que é normal, até porque as pessoas são bem diferentes. Mas, detesto a parte do relacionamento em que você sofre. 
Antigamente, acreditava que uma briga significava o fim, e então, cresci e conheci o mundo com meus próprios olhos. Nem tudo é um conto de fadas. As pessoas brigam, se reconciliam e trocam mágoas. E tudo isso faz parte de uma mistura de convivência com sentimento. 
Porém, um relacionamento deixa de ser vantajoso no momento em que você sofre mais do que comemora. As vezes o amor não é o suficiente. É necessário compreensão, paciência e companheirismo. Quando os três itens deixam de ser prioridade, lágrimas tomam o lugar dos sorrisos. 
Este é o momento em que o individuo mais apaixonado - sempre há o que se entrega mais -, desesperado, passa a tentar recuperar o relacionamento. Iniciando-se as famosas "DR's"; muitas vezes, deixando a situação pior da qual já se encontra. 
Creio que o diálogo é saudável em uma relação, mas deve ser praticado diariamente. É impossível um casal que nunca teve abertura, querer resolver e falar dos problemas na esperança de que tudo ficará bem. Um relacionamento é como um edifício. Só será belo se for construído aos poucos, tijolo por tijolo. Caso contrário, fica uma bagunça e desmorona. 

domingo, 5 de maio de 2013

Sacrificada.


E por mais que aquilo a matasse, permanecera ali. Pois o sentimento por ele era maior do que qualquer sofrimento.

Deveria ser assim. Um ao lado do outro. Do início ao fim. 

sábado, 4 de maio de 2013

Como eles dançam.

É saudável se afastar e ficar de fora. Sentar um pouco e ver como está a dança. Se a coreografia é bela ou não. Se está correta, em sincronia. Pois de dentro, nada se percebe. É preciso ser o espectador para julgar se fostes um bom dançarino. 

domingo, 28 de abril de 2013

Mãos à obra


Recomeçar na vida é como arrumar o quarto. Você precisa ter calma, paciência e tempo. Parece difícil, mas não é. Talvez, complicado será dizer adeus a alguns objetos; aqueles que você não usa mais, mas faz questão de guardar. Sem perceber, eles vão ocupando espaço, deixando tudo desorganizado e esteticamente feio. Ou então, aqueles "insignificantes", que não incomodam, mas também não ajudam. - Nunca sabemos o que fazer com eles. - E é claro, há os essenciais, os quais não abrimos mão. 
Se a bagunça for grande, não será possível reorganizar tudo em um dia. Mas calma, as vezes é bom ir aos poucos, não apressar nada. É conselhável, também, observar cada detalhe do espaço. Pois é possível encontrar coisas que você nem sabia que estavam lá. Ou até, as que achou que havia perdido.

sábado, 27 de abril de 2013

Na beira do rio
A jovem sentou
Lembrou-se da vida
E nele pulou

Ó dor
Ó medo
Vão embora

Negrume que tomaste meu corpo
Afasta-te daqui
Dolentes cicatrizes
Tiradas de mim
Não houvera mais dor
Pois fora meu fim

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Felicidade


Estou correndo
Fugindo
Mas não estou em perigo
Sou abraçada
Descanso para observar
Tantos sorrisos
A praia é tão bela
O sol já se põe
Como um sonho
O paraíso

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Estávamos ali, novamente. Duas pessoas, hoje desconhecidas, que um dia compartilharam algo especial.

— Eu sinto sua falta. Sempre senti.
— Você é um idiota, um covarde...
— Eu...
— Espera, eu não terminei. Tenho guardado tantas coisas; sido compreensiva, paciente... E o que recebo em troca? Sim, a sensação de ter pessoas pisando e passando por cima de mim! Sabe, eu fico me perguntando o que passa pela sua cabeça. Qual o seu problema?
— Eu não sei. Estou confuso. 
— Confuso? Não minta. Você não está confuso, está com medo. Nada além disso. E é um covarde por fugir do próprio medo. Já percebeu que na sua vida, no seu presente, há sempre a necessidade de um passado envolvido? Você se prende às coisas, coisas que só lhe causam mal, apenas por ter medo de se entregar ao agora, e viver o momento. Desculpe, mas é essa a verdade. Você não fala o que sente, não sente o que fala. Você está perdido. E está fugindo de si. 
Não conseguia acreditar em minhas próprias palavras. Duras, mas necessárias. E antes que ele pudesse responder, continuei:
— E a verdade é que você é apenas um garotinho que precisa de um colo e compreensão. Pode fugir em seu carro, dirigir quilômetros, mas sempre voltará procurando o que lhe falta. Procurando uma porta aberta. Procurando alguém que esteja esperando, e o ame. Talvez, toda a autossuficiência que imaginava ter, fosse apenas uma ilusão que criou para si; No intuito de não depender de uma companhia. Mas você precisa, sabe que precisa. Todos precisamos, somos humanos. 
Pausei, respirei, fechei meus olhos, e me aproximei dele com um confortante abraço. Naquele momento eu não era a moça miúda que sou, deixando com que ele fosse envolvido por meus braços, e ali ficasse por alguns instantes.
— E sabe o que é mais engraçado? — Resolvi seguir com minhas palavras, mesmo com aquele grande homem encolhido perto de meu corpo. — Sempre pensei que era eu que precisava de ajuda, de você. Que necessitava ser salva... E hoje, é estranho concluir que tenho aqui em meus braços, uma princesa indefesa, escondida atrás de muito gelo e números, que só deseja que seu príncipe a salve. Fui tão egoísta que nunca percebi o quanto você precisava de mim. 
Então, ele se afasta e olha diretamente em meus olhos.
— E é exatamente por isso que estou aqui hoje. Foi minha maneira de respondê-lo. Mas não vim ser seu príncipe, não quero ser. Sinto muito, mas estou aqui apenas como uma fada madrinha. Ou seja, o encanto não durará muito tempo. — Estendo minha mão em sinal de convite.
Minha pele queima em fogo quando ele, correspondendo, aproxima sua mão da minha. Naturalmente, rimos por alguns segundos como duas crianças que descobriram uma nova brincadeira. E, surpreendentemente, após tanto tempo calado, ele diz:
— E por onde começo?
— Que tal correndo atrás do que você realmente quer?


When someone said count your blessings now, 
'fore they're long gone 
I guess I just didn't know how, 
I was all wrong 
They knew better, Still you said forever 
And ever, Who knew