sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Já perceberam que nosso coração sempre escolhe quem mais o faz sofrer? Necessitamos dessa dúvida, desse perigo, dessa emoção. Ninguém quer um amor tranquilo, com gostinho de "estar em casa". Todos querem cicatrizes - parece que é uma forma de lembrar que somos humanos, que o mundo sempre irá nos enganar -. Como se assim, estivéssemos preparados para as surpresas da vida; usando um tipo de armadura contra a "traiçoeira" felicidade.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Aceitar e ser, não aceitar ou ser.

Cada pessoa administra seus próprios ideais. A divergência de ideias, muitas vezes, enlouquece alguns. É difícil aceitar o rosa, quando você sempre usou azul.
Os seres humanos matam uns aos outros, na tentativa de provar o que é certo. Mas o certo não existe. O que existe são milhares de pessoas, lutando para manter seus valores. Corajosos que não têm medo de demonstrar o que pensam. Que lutam pelo que acreditam, independente das consequências. Que vencem os próprios limites para compreender o próximo. 
Ser você mesmo, é um dever. Mas permitir que o outro faça isso, é uma dádiva, que apenas algumas pessoas possuem.

sábado, 2 de novembro de 2013

Derrotada.

Há momentos em que perco a batalha, e ele destrói cada parte de meu corpo. Faz com que eu sinta toda a dor. Arrasta o que resta de mim para a escuridão, alimentando-se de todo sinal de alegria que encontra. Deixando-me com lágrimas, desesperadas. Sem motivo, sem direção. Procurar ajuda, é como correr em labirintos tomados pela neblina. Não há saída, apenas a esperança de que algum dia, tudo se encaixe novamente.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Aos amigos.

Sou esquisita, gosto de analisar e refletir sobre meus iguais. Admiro alguns, sinto pena de outros, mas estou sempre lá, observando. Há os que andam em grupos, há os solitários; há os que se diferenciam pela aparência, e outros que é necessário olhar mais fundo para perceber certos detalhes; mas todos se unem por um só desejo: ter alguém para chamar de amigo. Ninguém quer passar a vida sozinho. Até mesmo eu, que gosto da "companhia" da solidão, a temo. Somos humanos, temos a necessidade de interagir com outros iguais a nós. Queremos confiança, segurança e afeto.

Muitos dicionários definem amizade como "sentimento afetuoso entre pessoas". Já eu, tenho outro tipo de definição. Há afeto, óbvio, mas após 17 anos de experiência - muitos consideram pouco tempo, "apenas mais uma adolescente que acha que sabe sobre a vida". Mas pode ser muito, se soubermos como aproveitar - creio que um amigo vá muito além disso. 

Amizade é ser mais do que você pode. É abrir mão dos próprios caprichos. É não desistir da outra pessoa. É dar valor às boas ações, e não aos pequenos erros cometidos. É lembrar que vocês estão perto, mesmo longe. É poder ser você mesmo, sem medo. É tropeçar, cair, e ter alguém para lhe estender a mão e ajudar.

Por mais que muitos me assustem, sei que existem pessoas especiais na minha vida. Com seus defeitos, qualidades, manias e clichês, eles nunca me deixaram só. Entenderam meus problemas e escolhas, xingaram quando necessário, confiaram em mim durante longos abraços, mas acima de tudo, não permitiram que eu sucumbisse, mesmo quando os mandava para longe. 

É por eles que quis escrever sobre isso, é sobre eles que estou falando. Os verdadeiros, que se esforçaram para entender, mesmo quando tudo foi além de sua compreensão. 

Esqueçam o que lhes foi dito sobre "contar amigos em uma mão", esqueçam o clichê de conhecer bem alguém antes de confiar, pois ninguém é perfeito, e muito menos de pedra. Somos humanos, somos feitos de ações. E a amizade, para mim, é isso: ações que se eternizam.

sábado, 28 de setembro de 2013

A forte tempestade.

A vida é um labirinto. Os caminhos são divergentes, e as curvas infinitas. Você deve estar preparado, sempre, para as dificuldades e surpresas que a busca pela saída trará. 
Ninguém está ileso da dor. Acontece como uma grande tempestade, chega discreta como a chuva fina, esperando o momento para "cair" o mundo. É forte, persistente e demorada; e, às vezes, faz com que as pessoas esqueçam a fé interior, a força de vontade e a esperança de um dia de sol. 
Não a deixe vencer; lute, com todas as suas forças, até as que acredita não ter. Afinal, tudo isso é um teste, um teste que o grande labirinto prega em você, um teste que lhe levará aos extremos. Nunca entendi o real motivo disso, e se há algum. Infelizmente, os danos são inevitáveis, mas sei que devemos colocar a capa, pegar o guarda-chuva, e enfrentá-la.
Um dia a tempestade passa. Suas cicatrizes permanecem, mas suas maravilhas também. Um simples jogo de cores, que é capaz de curar e trazer esperança; uma mágica dos céus, que faz com que ninguém esqueça da beleza das simplicidades; um arco-íris interno, que eterniza quem amamos em nossos corações.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Conheçam a minha insanidade.

Já assisti a este filme inúmeras vezes. A sensação é sempre a mesma: dolorosa, atordoante. O medo e o desespero, fazem com que eu queira interromper tudo, mas tenho de ser forte; talvez não por mim, mas por todos aqueles que me dedicam a palavra "amor". 
São em momentos como o de agora que a palavra "amor" é muito questionada em minhas relações. O pânico do próximo e a dúvida de quem são os verdadeiros, assombram meus dias. Na realidade, inúmeras coisas aterrorizam minha mente, que já vive além dos limites de insanidade para alguém da minha idade - para qualquer ser humano. 
Julgar é fácil. Quem está fora, não entende o conflito que acontece dentro de mim. Corpo, alma e cérebro, perdidos, sem rumo, sem esperança. A vontade não é o bastante, talvez eu não a tenha suficientemente para escalar a árdua montanha. 
Também não sei a razão de estar aqui, neste momento, jogando palavras vazias, na consciência de que não resolverá nada. Mas há muitas pessoas pedindo por posts, "notícias de vida"; e é por elas que escrevo isso. E, acho que, por mim. Espero que vocês entendam minha ausência, e talvez, até mesmo, meus motivos. 
Hoje, imploro pela compreensão, e sei que é jogar sujo, mas sempre escrevo tentando ajudá-los, e no momento sou eu que preciso de ajuda. Necessito de um tempo ausente, para refletir. E, honestamente, não quero incomodá-los com meus dramas, não é justo com ninguém. Estas crises fazem parte de quem eu sou, e digamos que me acostumei a conviver com elas. Nunca as exterminei por completo, apenas dou um jeito de adormecê-las com a ajuda da medicina e da força de vontade. 
Desculpem por tal desabafo, mas acho que era necessário. Muitas pessoas costumam olhar para mim e imaginar uma "boneca de porcelana, anti-social, que vive em seu mundinho perfeito"; Quem dera que a imaginação dos fofoqueiros fosse a minha realidade. 
Ao mesmo tempo, sei que tudo o que vivo é parte do grande desafio que minha personalidade enfrenta. Não abriria mão de minha bondade, compreensão e sensibilidade para ter uma vida mais fácil. Se, como dizem os espíritas, escolhemos nossa vida antes de nascer, deve ter uma razão para tal insanidade. E se enfrento tudo para ser suficiente e ajudar o próximo, estou pronta para lutar com todas as minhas forças. 

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Seguindo o roteiro

Pouco a pouco, tudo volta ao seu devido lugar. As rotas tomam seu destino, os ventos sopram na direção correta, a multidão se organiza e os sons tocam com harmonia. 
Após tantos extremos, mudanças e sustos, é justo que as coisas voltem a ser como eram antes. Talvez, já fosse algo esperado, inevitável; e era. Afinal, o que é pra ser, será. É como se a vida viesse escrita, e nós apenas seguimos o roteiro. O desconhecido assustou, machucou, mas ensinou. Por um tempo, foi bom ter novas experiências, mas nada se compara a sensação de voltar pra casa. 
Honestamente, não sei se isso é bom ou ruim. Quero dizer, mudanças fazem parte da vida, é necessário seguir em frente, crescer em espirito. Voltar ao começo, então, não significa uma regressão? Talvez. Mas, onde há mudança, sempre haverá mudanças.

...

Um raio não cairá duas vezes no mesmo lugar, e não temos a chance de voltar atrás após uma escolha. Porém, existe algo chamado "lembrança" - saudade. Há a esperança, e chance, de sentir tudo mais uma vez. E há também, a vontade de desapegar do passado, das dores e dos erros; a vontade de seguir em frente, recomeçar. 
Se esquecer é bom? Não sei. A verdade é que pouco sei desta vida. Pouco sabemos! Penso que não deveria haver uma ordem para as coisas, uma lei à direção a qual seguir. Mas se há, lamento informar, não costumo seguir os padrões.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Obra da relação.

Desde pequena tenho grande interesse no amor. Gosto de observar tudo e todos, admirando os casais apaixonados. Filmes, músicas e livros, inspiram-me à crença  no sentimento. 
Admito que, por mais distante de alguns casais, não escondo a tristeza ao ver desavenças. Sei que é normal, até porque as pessoas são bem diferentes. Mas, detesto a parte do relacionamento em que você sofre. 
Antigamente, acreditava que uma briga significava o fim, e então, cresci e conheci o mundo com meus próprios olhos. Nem tudo é um conto de fadas. As pessoas brigam, se reconciliam e trocam mágoas. E tudo isso faz parte de uma mistura de convivência com sentimento. 
Porém, um relacionamento deixa de ser vantajoso no momento em que você sofre mais do que comemora. As vezes o amor não é o suficiente. É necessário compreensão, paciência e companheirismo. Quando os três itens deixam de ser prioridade, lágrimas tomam o lugar dos sorrisos. 
Este é o momento em que o individuo mais apaixonado - sempre há o que se entrega mais -, desesperado, passa a tentar recuperar o relacionamento. Iniciando-se as famosas "DR's"; muitas vezes, deixando a situação pior da qual já se encontra. 
Creio que o diálogo é saudável em uma relação, mas deve ser praticado diariamente. É impossível um casal que nunca teve abertura, querer resolver e falar dos problemas na esperança de que tudo ficará bem. Um relacionamento é como um edifício. Só será belo se for construído aos poucos, tijolo por tijolo. Caso contrário, fica uma bagunça e desmorona. 

domingo, 5 de maio de 2013

Sacrificada.


E por mais que aquilo a matasse, permanecera ali. Pois o sentimento por ele era maior do que qualquer sofrimento.

Deveria ser assim. Um ao lado do outro. Do início ao fim. 

sábado, 4 de maio de 2013

Como eles dançam.

É saudável se afastar e ficar de fora. Sentar um pouco e ver como está a dança. Se a coreografia é bela ou não. Se está correta, em sincronia. Pois de dentro, nada se percebe. É preciso ser o espectador para julgar se fostes um bom dançarino.