segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013


É necessário fechar os olhos.
Calar a boca.
E até mesmo, não ouvir.

É necessário abrir o coração.
Sentir.
Obedecer a intuição. 

Andar sem rumo, sem direção.
Guiada por instintos, 
perseguida por sentimentos.

Sou como o vento, sou livre.
Também, solitária,
mas como ele, sempre por perto. 

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

7 de abril de 1996; 23 horas e 55 minutos.

O sangue era incontrolável. Vindo de meu peito, escorria por todo meu corpo. Minha visão já estava fraca, e a consciência adormecia aos poucos. Minha única certeza era que eu precisava chegar ao hospital, antes que fosse tarde. 
Aproximava-se da meia-noite, o dia iria terminar, e o prazo também. Este corpo humano, tão frágil, atrapalhava minha missão. Não entendo, após 37 anos eu já deveria estar acostumado. 
Passei pelos seguranças despercebido, mesmo fraco, meus poderes ainda funcionavam. Olhei em volta, a procura da sala de parto. 23:58, não era possível. Como eu pude permitir que uma Praga me enganasse? Eu falhei. Não fui forte o suficiente, deixei que os instintos, desejos e tentações humanas tomassem o controle. 
Desesperado, busquei ajuda, mas só encontrei um silêncio profundo. Eu Os perdi também. 
Minha esperança despertou, quando a voz de um bebê escutei. Não haveria como confundir aquela melodia... Eles pareciam anjos - quando nasciam. O que tornava a missão muito mais difícil. 
Eram 23:59. No ímpeto, esqueci a dor e o sangue, e corri depressa, como nunca havia corrido em toda a minha vida - humana -. Eles não poderiam mais me ver, mas eu os via. Percebi que não fui o único a tentar, mas esse era o meu destino. 
E então, um erro cometi. Encontrei meus olhos aos olhos daquela criança, onde vi pureza e inocência. Onde senti algo, que meu corpo humano não reconhecia. Me avisaram que seria assim, que eu deveria só ter feito, sem exitar. Mas ali estava meu passaporte para o fim... Eu perdi. Fui vencido por um olhar. E a única coisa que consegui fazer, foi adormecer todos naquela sala, e levá-la comigo.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Feels like home.


Há algo em seus olhos que faz com que eu queira quebrar o muro que me protege. Há algo em sua voz que soa como melodia para meu coração. Há algo em seu corpo, que faz com que eu queira estar próxima; sentindo seu aroma eternamente. 
Se você soubesse como minha vida tem sido solitária; O quão perdida estive, procurando respostas, desesperada por uma saída. Se você soubesse o quanto eu queria que alguém viesse, e mudasse minha vida do jeito que você fez... - Após anos lutando contra o paradigma de que o príncipe deve salvar a princesa, rendo-me ao clichê. 
Agora é possível ver que há uma luz em meio à escuridão, crescendo a cada toque. Aos poucos, as correntes do passado quebram, e consigo recuperar meus sonhos e esperanças. Neste momento, o qual tanto esperei, não há limites entre a realidade e a fantasia. 
Seus braços contornam meu corpo afastando todo o mal. Com você estou salva. Sei que sim. Ou, espero que sim. Na realidade, a única coisa da qual tenho certeza, é que há algo em você que faz com que eu me sinta em casa.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Surpreendente.

Pensei que seria triste e doloroso, mas não. Foi engraçado, assustador e irônico. Não da maneira que desejei: olhando em teus olhos, com lágrimas escorrendo em meu rosto, aprendendo a dizer adeus. Ao contrário, eu estava longe, acompanhada e sorrindo. Após aceitar o fim, ri como uma criança, pulei, e senti uma felicidade que há muito tempo era desconhecida. 
Descobri que o problema não era nós, e sim, eu. A teimosa que não desiste, e que camufla seus problemas e verdades. 
Pode ser cedo para afirmar algo; e penso que era mais fácil quando tu existia, pois não havia perigo de outro alguém quebrar meu coração, também. Mas, se é preciso correr riscos, minha vontade só aumenta. 
A verdade é que todas as pessoas mudam com o tempo, mas há coisas em mim que nunca irão se perder. No fundo do meu coração há a paixão por desafios, por liberdade e aventura. E sim, estou pronta para a próxima rodada: Seja muito bem vinda.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

"Fim dos Tempos"

Nunca escrevi sobre religião ou fé. Porém, após a madrugada de hoje, me senti obrigada a compartilhar algumas ideias aqui...
Estava passando por uns sites aleatórios, e acabei encontrando um religioso. Aparentemente católico. Decidi ler seu conteúdo, e fiquei realmente assustada. Cada moderador nomeia-se "Repórter de Cristo"; Porém, ao ler o que eles escreveram, questiono-me se Cristo os apoiaria.
Tenho por experiência e educação a ideia de que cada ser humano é livre para fazer suas próprias escolhas. Fui criada em uma família de católicos, porém meus pais nunca me obrigaram a fazer algo que eu não quisesse, do mesmo modo que nunca me impediram de seguir alguma religião. Desta maneira, "criei" minha própria fé. Nasci batizada na igreja católica, mas enquanto crescia, vivenciei coisas que fizeram com que eu mergulhasse de coração e alma no espiritismo.
Não gosto de rótulos, nunca gostei. E honestamente, não sei se me encaixo em alguma religião. Antigamente era mais difícil admitir isso pra mim mesma. Sentia-me realmente pressionada, temia. Queria entender do que eu tinha medo, e sempre chegava ao mesmo ponto: O Julgamento. E não o julgamento de Deus, e sim o do ser humano. O grande culpado.
Aposto que alguns fanáticos, lendo minha confissão, dirão que isso é obra de Satanás. - Eu até poderia entrar na coluna "Fim dos Tempos" (Sim, existe. É uma coluna que cita exemplos de homossexualidade, entre outras coisas, como obra do Diabo) que há no site do qual falei no início. - Peço perdão à eles, mas eu sou apenas um ser humano que não se submete a aceitar tudo o que a igreja prega. Um ser humano que tem sua fé – e creio que esta seja a verdadeira fé, não se deixar levar pelos “grandes”, continuar acreditando no que lhe conforta.
Não é por aceitar a união homossexual, fazer uma tatuagem, colocar um piercing, ouvir e dançar Madonna, e até mesmo transar, que eu deixe de acreditar em Deus. Não é novidade pra ninguém que me conhece, que acredito e confio Nele. E se Ele me deu uma vida, era para vivê-la e honrar meus ideais. Afinal, de que adianta ir à igreja todo o domingo, e durante a semana ser cruel, e julgar todos que passam à sua frente?
São por essas e outras que o mundo está como está. Mesmo com boas intenções, há momentos em que exageramos em nossos atos "religiosos"; fazendo, então, com que muitos sintam-se "traídos", perdidos, desiludidos. Infelizmente, o único Satanás culpado de tanta desgraça que há no mundo, se chama ser humano.

OBS: Como tudo na vida, há o outro lado. Se explorássemos este lado, o bom da igreja, com certeza haveria mais fiéis. (Sei disso, porque já explorei, e vivi o melhor ano da minha vida ali).

domingo, 16 de dezembro de 2012

Desejo interno.

Creio que, finalmente, aceitei que a vida não é uma história de amor. Aceitei, mas isso não significa que eu pare de sonhar com alguém que encaixe perfeitamente em mim; Alguém que lute contra o mundo por um sentimento que compartilharemos. 
Por que Shakespeare não controlou a minha história? Ou qualquer outro romancista, que faz com que seus personagens encontrem o amor. Ou então, por que ele não escreveu o outro lado? O meu lado, em que o amor não é correspondido, onde sofro em silêncio, ou grito desesperadamente por ajuda. 
A verdade é que ninguém quer, ou pensa, em escrever sobre nós, os amaldiçoados, a maioria. As típicas histórias em que você passa a sua vida inteira na esperança de que isso passará. Onde desejamos ter o poder de controlar os sentimentos. 
Somos vítimas de um universo que conspira ao contrário. Apenas vítimas. Nenhum de nós escolheu amar o impossível; Foi a lei humana, o instinto; Aquele desejo interno de lutar pelo que vale a pena. 

domingo, 9 de dezembro de 2012

domingo, 2 de dezembro de 2012

Quando não encontro palavras,
deixo que um olhar, um movimento, uma imagem, ou um suspiro, 
descrevam o que se passa dentro de mim.



segunda-feira, 26 de novembro de 2012


Eu só queria, por um momento, sentir aquela sensação de início de romance de novo. Aquele frio na barriga, aquele desejo de "quero mais". Encantar-se por alguém, pode ser mais prazeroso do que um relacionamento em si. No início, há mistério e vontade de ver além. A cada mensagem recebida, a cada olhar, o coração dispara. Um buraco na barriga, quando o outro se aproxima. É tão lindo, tão puro, e tão idiota. E é isso que torna tudo tão perfeito. Aquela sensação de que há alguém querendo lhe conhecer, querendo ter você só pra ele.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Outra madrugada de reflexões, confusões, e um texto sem sentido.

Costumo ficar inspirada nas "madrugadas infinitas" - nas quais eu deveria estar dormindo - . Nessas, fantasio castelos, magia, música, aventura e fama. Consigo alcançar o céu, sem ao menos levantar de minha cama. Admito que viajo até mais do que deveria; Sonho com o impossível, e não me contento com pouco! Está escrito em mim que não nasci para aceitar a exatidão das coisas, vim para quebrar regras. 
Querer fugir dos padrões, exige sacrifícios: Erros, derrotas, quedas, e muito julgamento. Ninguém disse que seria fácil, e perderia a graça se fosse. O que me incomoda, são aquelas horas da noite em que me perco no passado, sofrendo em silêncio. Posso aparentar ser uma pedra, mas dentro de mim há uma frágil criança, pedindo socorro, gritando por liberdade.
A parte boa da parte ruim da história, são as tamanhas reflexões que tenho. O que me leva a pensar que se aplicássemos a mesma intensidade dos sentimentos negativos, naquilo que nos faz bem, viveríamos em um mundo com menos dor. Em minha vida, falhei inúmeras vezes, mas fiz tudo intensamente... Fui eu mesma, sem medo. E aprendi que nada, nem a glória, nem a beleza, nem o poder são eternos. A eternidade está em quem você é, e em seus sonhos. 
É, e quem sabe eu tenha fugido das regras... Quem sabe eu tenha envergonhado meus pais; Quem sabe eu tenha envergonhado a mim mesma. Mas, a coisa mais importante que eu aprendi, foi que devemos buscar a felicidade, e não a perfeição. Até porquê, quem conseguiria viver organizado em um mundo bagunçado?