O que significa estar livre? Correr sem precisar ouvir um "pare"? Quebrar as regras e sair ileso? Na verdade, a liberdade tem inúmeros significados. Para a criança que mora em apartamento, pode ser correr em um pátio na tarde de domingo; para a adolescente que tanto estuda, provavelmente é a festa do final de semana; e para um coração partido, torna-se a única saída. A questão não é desapegar, esquecer, fugir; olhar os pássaros e pensar que isto é estar livre, voar para longe. Estar livre é questão de escolha. O momento em que você compreende que o fim precisa ser escrito, e cria coragem para começar de novo. Desprotegido, preso em suas próprias correntes, mas convicto ao clicar o botão "delete" e mergulhar no desconhecido.
quinta-feira, 1 de maio de 2014
domingo, 27 de abril de 2014
Feita de histórias.
As pessoas costumam dizer que suas vidas são baseadas em capítulos, e ao final, o conjunto deles formará a história. Mas eu não. Eu sou feita de histórias. Talvez seja por isso que escrevo. Para tentar contá-las ao mundo, para não permitir que se esqueça.
É natural que muitos diálogos se criem em minha mente. Alguns, consigo passar para o papel; outros, se perdem no meio de tantos pensamentos e paixões que se misturam em meu coração. Perco coisas lindas, encontro coisas horríveis, mas sempre termino no momento certo, como se o destino conspirasse para que eu me perdesse para me encontrar.
E mais uma vez, estou aqui. Deixando que as palavras falem por mim. Permitindo que a história seja contada. Mas qual será desta vez? A de uma paixão antiga? A que fala de sonhos? A que tenta encontrar um amigo? A que busca um lar? Não. Estou, até, um pouco cansada delas. Já chorei, e ri, muito quando as li, mas já fora seu tempo. Dentro de mim, há uma brasa, pronta para queimar; uma brasa que deseja mais, merece mais. E, finalmente, quando queima, sabe que não precisa ser apenas a sonhadora, ou a perdida, ou a louca, ou a apaixonada, ou, até mesmo, a rejeitada. É esta chama que faz a história crescer, a história lutar, a história se formar.
Histórias são quem eu sou. Cresci ouvindo-as, mesmo não minhas, as vivi também. É através delas que pude conhecer o mundo, sem sair de casa. É através delas que entendi o significado de viver. É por almejá-las que conheci o amor. E é a história dele que tento escrever hoje. Não percebem? Ele está aqui, aí, em todo o lugar. Não importa se é minha, tua, ou nossa história, ele estará presente. Pois, se lembro bem, sua aparência é calorosa, quente, e empolgante, como, como... Como uma chama.
terça-feira, 15 de abril de 2014
Você não vê?
E cá estou, mais uma vez, escrevendo sobre nós. Melhor: sobre mim e sobre você, pois "nós" não existe mais, e há momentos em que penso que nunca existiu.
Sempre fui eu, e sempre será. A primeira, ou única, a se apaixonar; que permaneceu onde está, esperançosa, com o sorriso partido, o coração adormecido; que priorizou, mas não foi priorizada; a segunda opção.
...
Não tenho o poder, e nem o direito, de mudar algo. Não quanto a isso. Tenho mesmo é que assistir, aceitar, e sorrir. E é o que faço, mesmo que a dúvida atormente minhas noites, mesmo que a falta do ponto final machuque a cada tentativa de cicatrização. Apenas tentativas.
Meu coração anseia por respostas, mas o vazio é a única coisa que recebo. E mesmo com o novo tornando-se presente, você insiste em permanecer. Mesmo com o passado para trás, você segue acompanhando meus passos. Você, ou a história mal resolvida?
Conforta-me saber que se o ponto final não depende só de mim, talvez eu não tenha escrito tudo sozinha. Talvez, por menor que seja, um pedaço de você tenha se dedicado em algum momento; afinal, você era o meu desafio, e uma cópia. Em toda a minha vida, nunca vira uma pessoa com uma casquinha de gelo tão forte quanto a que me protege, e serei eternamente grata por ter tido a chance de rachá-la, ao menos.
...
Gostaria de te fazer feliz, mas não posso, e quando tive a chance, a desperdicei. É tão clichê, mas você foi a pessoa certa, na hora errada. Uma hora que eu gostaria de esquecer. Talvez, eu devesse te esquecer; talvez, eu até consiga. A questão é que não quero, sou teimosa.
...
Hoje, resolvi quebrar minha casquinha de gelo, e lhe contar a verdade "você sempre será parte de mim". Uma verdade que, possivelmente, me liberte. É por este motivo que vivo, para ser livre. Livre para dançar, sorrir, conhecer pessoas, lugares, ideias, gritar ao mundo que eu quero ser feliz, que eu mereço ser feliz, com você ou sem você!
quinta-feira, 3 de abril de 2014
Goodbye.
Gosto de perceber as artimanhas do destino, mesmo após algum tempo. É engraçado o fato de que uma música, uma pessoa, ou até mesmo um acidente, possam fazer com que notemos isso. E agora, mais do que nunca, ao som de We Are Young, tive a certeza de que certas coisas devem ficar para trás.
Em 2011, mudei de cidade. E o inferno pra mim havia começado. Não nego que foram 3 anos terríveis, de altos e baixos, de chegar ao fundo do poço. Só quem já esteve lá, entende o que senti. Lembro que na época, eu tinha um iPod, que costumava usar de hd externo. Lá, reuniam-se todas as minhas memórias, fotos, vídeos. Tudo da minha antiga vida, e parte daquela nova. Certo dia, sem mais nem menos, o hd queimou. Não haviam explicações, apenas minhas lágrimas por perder coisas que eu não gostaria de ter perdido.
Segui salvando as coisas no meu notebook. Fotos, vídeos, documentários, montagens, textos, "livros", memórias. Há mais ou menos um mês, me mudei novamente, mas desta vez, por escolha própria, para viver a minha vida. Na semana anterior à mudança, o disco rígido do notebook queimou. Imaginem mais algumas - milhares - de lágrimas. Raiva, ódio, arrependimento. Afinal, palavras soltas estavam ali, coisas importantes que eu não queria perder.
...
Eu gostava, e ainda gosto, de fazer edição de vídeos. E certa vez, reuni memórias em um vídeo, onde continha a música We Are Young. Memórias que, talvez, tenham sido uma das maiores decepções da minha vida. E hoje, ao ouvir a música, percebi o quanto desgraças vêm para o bem. E o quão significa para mim, esta besteira que pode aparentar para vocês.
Os 3 anos que vivi no desespero, me tornaram alguém melhor. Continuo a mesma, mas não sou mais a mesma. Como disseram alguns amigos que reencontrei "tu cresceu, mas tua essência não mudou". E por mais idiota que pareça, ouvir We Are Young hoje, me fez perceber isso. É hora de deixar aquele passado para trás; queimar cada coisa que dói, por mais que doa ainda mais vê-las queimando; deixar que se vá, para estar com memória limpa aos novos arquivos. E não importa quantos notebooks e hd's eu perca, sempre terei a mim, isso basta.
quinta-feira, 27 de março de 2014
As faces e a criatura
Sou transparente. Ou aparento ser assim. Na realidade, sou tão transparente, que não permito que as pessoas percebam que existem milhares de coisas escondidas em mim, ou faço com que elas acreditem pisar em solo firme, não se preocupando em saber mais. Melhor ainda: tenho inúmeras faces, e honro cada uma com intensa transparência.
Uma de minhas frases favoritas é "seja a melhor versão de você mesma". Acredite, me esforço para isso, todos os dias, e quem está perto tem a sorte de conviver um pouquinho com este pedaço. Tento convencer a mim mesma de que dou a "melhor" versão que as pessoas merecem; mas sou humana, cometo muitos erros. Tanto que meu subconsciente costuma adotar "mantenha distância de qualquer pessoa, não as deixe se aproximar realmente, engane-as com a falsa ideia" como lema de vida.
Sou uma fraude. Achei que seria difícil admitir, mas não é. Talvez isso não passe de uma de minhas brigas internas, apenas um momento ruim, porém não deixa de ser a verdade. Cresci protegida por uma casquinha de gelo, resistente às mais quentes temperaturas. Tão transparente, passa despercebida por algumas pessoas, e torna-se o desafio de quem se arrisca a quebrá-la. Na real, de quem eu permito que se arrisque.
Enquanto as "faces" que estão fora da casquinha brigam para ver quem aparece mais, existe uma criatura por trás dela, que sofre em silêncio. Acostumou-se com a solidão, mas está gritando por alguém que lhe ofereça um apoio. Pois fora criada para ser humana, não um personagem dos livros que tanto lê; e nem eles conseguem passar a vida sozinhos.
As faces, tão acostumadas com o público, e a criatura, que o teme, mas o deseja. Tantos seres dentro de um só, que não é de se surpreender que hajam explosões de vez em quando; mas, infelizmente, nada que consiga destruir a casquinha de gelo.
sexta-feira, 21 de março de 2014
De espírito livre.
Sempre me orgulhei ao dizer que sou um espírito livre. Difícil de ser controlada, impossível de estar, e ficar, em um lugar só. Em meu coração existe uma pessoa apaixonada por este mundo, que deseja conhecê-lo por completo. Que teme, e não consegue, se envolver realmente com outro ser; pois ao sentir que está sendo observada, recua com medo de perder a liberdade.
Pra mim, sempre foi essa a explicação: não posso ser "dominada". Cega com a ideia, segui vivendo meus dias, e quando desejava descansar por um tempo, sempre encontrava um motivo para fugir, mesmo quando não haviam motivos. E ao perceber que a solidão já passara dos limites, resolvi encarar meus medos, mente e escolhas, encaixando peça por peça, tentando descobrir o que há de errado...
...
Apenas aqueles que têm coragem o suficiente para cavar fundo nos problemas e no desconhecido, merecem a verdade. E foi o que aconteceu comigo. Resolvi esquecer o medo que tinha de mim mesma, e mergulhar no subconsciente. E foi ali, que tudo o que eu achava que conhecia, mudou.
O espírito livre que um dia achei existir dentro de mim, luta há 18 anos contra as próprias correntes. Está preso, gritando, sofrendo, tentando se soltar; mas nunca vira prisão tão resistente quanto a que criou para si mesmo.
domingo, 16 de março de 2014
O resto da minha vida
Há um mês iniciei a faculdade. E não só a faculdade, mas uma “nova” maneira de viver. Ou talvez, a velha. Aquela que eu estava acostumada, aquela que me fazia sorrir ao dormir. Mas de antigo, não há nada; na verdade, é tudo muito novo, esquisito e assustador – o que me fez amar ainda mais!
Tenho conhecido pessoas incríveis, que estenderam a mão e se mostraram diferentes. Cada uma despertando meu desejo de aprender sobre elas. E também, a vontade de querer que, algumas, permaneçam por muito tempo ao meu lado.
É engraçado ler algo assim de minha autoria, não é? Tão “informal”, ou sei lá, tão “direto”. Admito, há muito tempo eu não me sentia como me sinto agora. Ou, parte de mim. Afinal, ao olhar pra dentro, encontro feridas, cicatrizes e “doenças” que ainda não foram curadas. Gostaria de me permitir, por um momento, abraçar o presente, abraçar o que está perto. Mas não é possível. Existem coisas que precisam ser cuidadas, coisas que precisam de mim. E com toda a certeza, não as deixarei; pois são elas, que no final de tudo, serão meu conforto e felicidade.
Mas para dois amigos antigos, tenho um recado: irão ficar para trás, e eu juro, que irei me esforçar para que nenhum de vocês chegue perto novamente. Eles entendem o grau disso, e já devem estar se preparando para contra atacar, o problema é que dessa vez eu tenho vontade de vencer – e vou.
E quando penso nesses amigos, penso nas pessoas que estão entrando em minha vida, e até que ponto elas devem me conhecer. Afinal, aparento ser comunicativa, aberta ao público e simpática. Concordo que não consigo passar antipatia, e muito menos ficar de bico calado. E sim, me abro ao público, mas só com o que quero. Todo mundo tem um lado que ninguém conhece, um que poucos conhecem, e um que todos conhecem. Por enquanto, tenho me agarrado ao que todos conhecem... Chega de olhar pra dentro, é hora de ver o mundo com outros olhos.
Vivi por muito tempo lutando diariamente. Não só as minhas guerras, mas as de quem estava ao meu lado. Durante a semana não tenho pensado muito nisso, qualquer coisa que me distraia é bem-vinda. O que me assusta, e me leva a perguntar se estou escondida na superficialidade novamente. Pois quando o efeito do “agito” está passando, lágrimas tentam escapar. Porém, ainda estou sozinha aqui, como sempre estive em qualquer lugar, o que me faz lutar para esquecer tudo rapidamente, e voltar a sorrir.
Quem sabe alguém deste mundo novo – com um toque de velho – não consiga se aproximar de verdade, e amoleça meu coração? Quem sabe eu não encontre o amigo que tanto procuro, aquele com o qual conseguirei extravasar tudo o que me incomoda? Quem sabe eu até não me apaixone (o que seria um milagre dos céus)? O melhor disso tudo, é que eu não sei. Não sei, não sei, não sei!!!!! Estou pronta para rir do futuro e focar no presente, absorvendo cada sorriso, cada novidade, mas principalmente, cada pedaço do resto da MINHA vida.
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
The real problem
Ouvi dizer que o silêncio é mais seguro. Costumo acreditar nisso de vez em quando. Mas ah, que vontade de matar quem me ensinou esta mentira. Pois é ali, onde não há barulho, que meus medos e anomalias se fortalecem. É mais fácil escondê-los no meio da multidão, onde há tantas vozes, máscaras e prioridades fúteis. Entregar-se a elas, e superficialmente estar bem; simples. Sorrir e estar bonita, é o que basta para alcançar a felicidade.
Não sinta, e se for sentir, sinta algo que não seja real. Seja quem os outros querem que você seja. Mantenha postura, mantenha um sorriso, mantenha a aparência. Para ser aceito, basta agradar a todos e ser perfeito. Respeite as regras, e tudo estará bem. Esconda tudo o que pode vir de seu coração. Não deixe que eles vejam. Não esqueça de chamá-los de amigos.
São tantas vozes dizendo o que fazer. Perdida e sem saber qual direção seguir, gasto minhas últimas forças em um grito mudo. Algo carrega o que resta de mim ao silêncio, e é ali que as lágrimas escorrem, que os medos se concretizam, e as correntes se fixam. Por um momento, estou em segurança. Um curto momento, pois logo os pesadelos retornam.
Louca. Covarde. Fraca. Perdida...
Elas não param.
Solitária. Burra. Idiota...
Já chega!
Coloquei tudo a perder, mais uma vez. Este círculo que tomou minha vida, insiste em manter-me no abismo; tem de haver uma saída, tem de haver alguma esperança. Mas ao olhar-me no espelho, percebo que temo até a isso. A verdade dói, mas traz uma resposta: o problema sou eu, e sempre será.
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